quinta-feira, 3 de abril de 2008
O homem é quem faz a sociedade ou é a sociedade que faz o homem? E em que medida a educação interfere nesse processo?
Vamos refletir sobre essas questões!
Paulinho da Viola - Chico Brito Wilson Batista E Afonso Teixeira
Lá vem o Chico Brito,
Descendo o morro nas mãos do Peçanha,
É mais um processo!
É mais uma façanha!
Chico Brito fez do baralho seu melhor esporte,
É valente no morro,
Dizem que fuma uma erva do norte.
Quando menino teve na escola,
Era aplicado, tinha religião,
Quando jogava bola era escolhido para capitão,
Mas, a vida tem os seus revezes,
Diz sempre Chico defendendo teses,
Se o homem nasceu bom, e bom não se conservou,
A culpa é da sociedade que o transformou.
Geraldo Vandré - Pra não dizer que não falei das flores Geraldo Vandré
Dialogando com a Pedagogia - 10:12

Durkheim define educação como: [...] ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações que não se encontram ainda preparadas pra a vida social; por objeto suscitar e desenvolver na criança, certo número de estados físicos, intelectuais e morais, rechamados pela sociedade política, no seu conjunto, e pelo meio moral a que a criança, particularmente se destine.
Procure se informar como ocorreram os processos educativos nas escolas publicas e particulares de Uberlândia e coloque os resultados da pesquisas e suas percepções sobre a questão: Existe uma educação única para que todos aprendam a ser membros da sociedade?
Proclamada a República no país em 1889, o povo brasileiro carecia de uma identidade cultural que lhe conferisse unidade e, por conseguinte, o Brasil não se constituíra, de fato, como um estado nacional. Havia para alguns republicanos a crença de que só por meio da unidade cultural os conflitos seriam apaziguados, a ordem assegurada e o progresso, finalmente, alcançado. Dessa forma, a defesa de se ensinar à população os rudimentos da leitura e os princípios básicos da escrita foi encampada por vários intelectuais, profissionais liberais e membros da elite política, econômica e militar que se debatiam em torno dos problemas pelos quais passava o país após as primeiras décadas da mudança de regime político. “Naqueles anos, quando ainda não se falava de subdesenvolvimento e dependência, e sim de atraso e civilização, acreditava-se que, pela educação, se formariam o caráter moral e a competência profissional dos cidadãos, e que isso determinaria o futuro da Nação" Terminada a década de 1950, os laços entre a educação e o movimento político-econômico e social ainda repousavam sobre um “solo irregular” pleno de conflitos. Grupos caracteristicamente antidemocratas e conservadores passaram a exercer um controle sobre a expansão e organização da educação no Brasil, sendo que a predominância dos seus interesses pode ser verificada de duas formas: primeiro, pelo controle da expansão do sistema público de ensino e, segundo, pela manutenção de um modelo de educação escolar ainda excludente, voltado para atender aos interesses de uma elite, com forte predomínio da iniciativa privada na oferta dos serviços educacionais à população. No início do século XX ainda não havia no Brasil um sistema educacional. Este foi se constituindo aos poucos, simultaneamente ao desenvolvimento das idéias que forjavam a nação. Embora o ponto de partida para a unificação das práticas escolares dispersas tenha se iniciado nos grandes centros urbanos em que se concentrava o poder político, econômico e cultural, idéias e práticas difundiram-se por todos os recantos povoados do país, delineando lentamente o perfil da sociedade brasileira, matizando o mandonismo local e as relações hierarquizadas e preconceituosas com algum verniz de valores republicanos, pequenas manchas que foram se alargando pelo século afora. Conclusão, o professor é peça fundamental na formação moral e social do educando, orientando na medida do possível o aluno em todos os aspectos de sua vida. O educador não apenas orienta no tocante a disciplina que está ministrando, como também tem o dever, e a obrigação de lançar discussões sobre os temas de importância nacional e internacional, e gerar debates sobre os mesmos, de forma a introduzir gradativamente o aluno na sociedade. Educação é socialização, quando se aprende a ser membro da sociedade. Não existe uma educação única, para cada situação existe um aprendizado, forma-se o cidadão membro de uma classe, com sua profissão, e integrante ativo da comunidade que faz parte. O principal motivo para ensinar é a promoção de valores, solidariedade entre os homens, igualdade e reflexão do pensamento. Exige planejamento antes e depois, pesquisa, método , estética, reflexão crítica, sobretudo respeito e ética com o aluno. "...a sociedade faz o homem na mesma medida em que o homem faz a sociedade".
Dialogando com a Pedagogia - 08:52